AutoData - Fabricantes de motores esperam vendas até 10% maior em 2017
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18/10/2016

Fabricantes de motores esperam vendas até 10% maior em 2017

Por Michele Loureiro

- 18/10/2016

As fabricantes de motores esperam uma ligeira melhora na produção em 2017, as previsões variam de 5% a 10% de evolução em relação aos resultados de 2016. Representantes das empresas Cummins, FPT e MWM participaram de painel no Congresso AutoData Perspectivas 2017, realizado na sede da Amcham, Câmara Americana de Comércio, em São Paulo, na terça-feira, 18.

Na Cummins a produção deste ano deve somar 29 mil motores e subir para 32 mil no ano que vem. “Temos uma capacidade de 110 mil motores se funcionarmos com três turnos. Estamos aproveitando o momento para trabalhar na nacionalização de motores”, diz Luís Pasquotto, presidente da companhia.

Na MWM a previsão é fabricar 40 mil motores em 2016, ante uma capacidade instalada de 100 mil. “Trabalhamos com um turno nesse momento e esperamos que o mercado de reposição colabore para resultados 6% melhores em 2017”, diz Thomas Püschel, diretor de vendas e marketing da empresa.

Na FPT a capacidade ociosa é a menor dentre as concorrentes e a previsão é encerrar o ano com 37 mil motores, diante uma capacidade de 70 mil. “Nossa expectativa é que o mercado cresça dois dígitos com base nas medias econômicas que estão em andamento”, afirma Marco Aurélio Rangel, presidente da FPT.

Além da gradual retomada na venda de veículos de passeios e comerciais, as três companhias apostam no segmento fora de estrada para alavancar os números. Com a mudança de legislação e a obrigatoriedade do MAR-1 em parte da produção de motores a partir de 2017, o mercado deve ficar aquecido. A FPT investiu US$ 24 milhões no desenvolvimento de novas tecnologias e 48 homologações para atender à nova legislação. “Esperamos que o segmento off-road responda por 40% das nossas vendas”, diz o presidente da FPT.

Dente as empresas há um consenso de que o segmento agrícola terá forte recuperação e demandará muitos motores. Mas nichos como o de energia também ganham destaque. “Há uma demanda de 25 mil geradores por ano na América do Sul. Isso é maior que o mercado de ônibus e de construção”, exemplifica Rangel.

Para a Cummins os segmentos marítimo e de mineração também merecem destaque. “Sempre olhamos além do mercado fora de estrada, mas neste cenário, novas opções são fundamentais e estamos capacitando a rede para focar nisso”, diz Pasquotto.

Atenção externa – As exportações também estão na mira das fabricantes de motores. Para a MWM uma das vantagens é de que novos mercados externos não são incentivados apenas em períodos de crise. “Temos uma cultura de exportação e fazemos isso independentemente do nível do mercado doméstico. Neste momento estamos desenvolvendo novos destinos, como África do Sul, Ucrânia e Rússia”, diz Püschel. Atualmente a empresa exporta motores, componentes e peças de reposição para 45 países.

O assunto redução de custos também foi pauta das fabricantes de motores. Cada uma delas tem exemplos de inciativas tomadas nos últimos dois anos. Na MWM, por exemplo, a manufatura Lean foi reforçada. Enquanto isso, a Cummins internalizou operações para aproveitar o espaço da fábrica de Guarulhos, SP, e passou a monitorar mais de perto os custos indiretos, como a logística. “Desenvolvemos a habilidade de melhorar processos e isso continua, mesmo quando a crise acabar”, encerrou Pasquotto.


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